“…são as queimadas de setembro fechando o inverno”

Ontem (31/7) durante uma passagem no Rio Juruá, o médico Draúzio Varela cometeu uma gafe geográfica ao dizer que as estradas do Acre só são transitáveis no verão. Não o culpo porque claramente ele obteve a informação de algum membro da comunidade local que internalizou o erro.

Mas afinal porque o acriano e o amazônida em geral têm essa estranha mania de trocar as estações do ano e achar que vive no hemisfério norte? A explicação é histórica: Colonizados por portugueses, que faziam a associação do período aqui chuvoso de dezembro a março com o inverno europeu quando há predominância de nevascas (portanto inverno no continente europeu). Isso acabou por vincular o inverno ao período chuvoso e o verão ao período seco.

Caro Draúzio, graças a uma estranha política (agora revelada através dos escândalos do DNIT) as estradas acrianas são transitáveis de junho a setembro, durante o inverno no hemisfério sul.

O verão no hemisfério sul, esse da linha do equador para baixo, vai de  dezembro a março e caracterizado por fortes chuvas, muito calor, inundações e epidemias de dengue. Já o inverno começa em junho e vai até setembro e é caracterizado por frentes frias e baixas temperaturas, ausência de chuvas, baixa umidade do ar e queimadas.

Assim sendo, seria o tal verão amazônico aquele que acaba em setembro, coincidentemente com o inicio da primavera no resto do hemisfério sul e o vulgo inverno amazônico aquele que finda lá pelos meados de maio, mais ou menos no outono.

Chamar esse período (sem chuvas e mais seco), de verão amazônico é tornar o remendo pior que o soneto, afinal como diria Paulo Maluf quando questionado sobre a OEA (em resposta bem clara disse: “Pra mim O é O e A é A”), da mesma forma inverno é inverno e verão é verão

Draúzio Varela falou muitas verdades sobre a Amazônia e o Acre, menos uma: Não há verão nem inverno na Amazônia Dr! Até isso o homo capitalis já conseguiu mudar. Verão, outono, inverno e primavera já não são os mesmos nesses tempos de mudanças climáticas.

A região amazônica traz tantas peculiaridades e não precisa de mais essa. É tão evidente que o povo vive em regime das águas. Então para não aprofundar a polêmica vamos chamar apenas de época das chuvas e época da seca ou para os mais eloquentes, período chuvoso ou período seco.

Senhores jornalistas: Não sois máquinas, pensantes é o que sois

Fico assim, sem você

SESC realiza exposição Subjetividade Exposta

O SESC dando prosseguimento ao projeto Calenarte em parceria com associação dos artistas plásticos do Acre apresenta a exposição Subjetividade Exposta Janelas da Alma do artista plástico Arnaldo Lima no período de 06 a 30 de maio no salão de exposição do SESC Centro. O coquetel de abertura acontece dia 06 as 19 no SESC centro.
A exposição dar prosseguimento à difusão das artes plásticas no Acre, com suas ações de apoio aqueles que têm a arte como oficio e em possibilitar o acesso do publico a programas educativos.

SOBRE A EXPOSIÇÃO: Através de anos de pesquisa e produção em torno das formas geométricas e também da arte milenar japonesa , Arnaldo Lima encontrou uma linguagem estética própria, e nela a síntese de sua expressão interior mais elementar e profunda. Esta síntese que o fez perceber uma pequena e grandiosa palavra sabiamente abrigada em seu nome.
Alma principio de vida, de organização, de ação, codinome de uma artista que faz de sua arte um canal de expressão sincero e sensível, e através dela abre as janelas de um mundo único, iluminado com suaves inspirações de sua poesia.

O ARTISTA: Arnaldo Lima de Araújo nascido em 26 de março de 1981, o interesse pelo desenho veio desde a infância; Em 1999 com 17 anos começou a organizar seus esboços trabalhados de maneira autodidata, no ano de 2003 consegue uma bolsa para fazer um curso de desenho e pintura na escolinha de Rivasplata, não conclui o curso, passados três anos começa sua graduação no curso de Filosofia na Faculdade Sinal, nesse ínterim (novembro de 2007), inicia um curso de Artes Plásticas na Usina de Arte João Donato, não conseguindo conciliar o horário dos cursos, optou pelo curso de Artes Plásticas; já participou de: algumas exposições coletivas, III Concurso de Pintura em Tela As Cores da Cidade – 2007, III Salão Hélio Melo Artes Plásticas – 2008, IV Concurso de Pintura em Tela As Cores da Cidade, sendo premiado com o terceiro lugar na categoria iniciante – 2008,V Concurso de Artes Visuais As Cores da Cidade – 2009, I Salão dos Novos Artes Plásticas – 2009, sendo premiado com o segundo lugar na categoria pintura, VI Concurso de Artes Visuais As Cores da Cidade – 2010 e IV Salão Hélio Melo de Artes Visuais, sendo premiado com o premio Menção Honrosa – 2010.

Serviço: Salão de exposição do SESC Centro – Avenida Brasil, 713 – Tel.: 3212-2820

Com um tiro na cabeça, o mito caiu feito suas vítimas

Apesar de ter nascido em uma grande metrópole, que desde muito tempo a vida já se fazia corrida em seu dia-a-dia, acabei sendo criado longe desse “rush”.  Cresci no nordeste, no litoral, mas mesmo na capital era possível respirar um pouco de cultura popular, do maracatu, do folclore de contos que habitam o imaginário popular.

Desse tempo tenho muitas memórias, algumas dariam bons filmes, outras já até deram como o caso do homem do resolveu desafiar o diabo que conta a história do destemido Ojuara e as armações de João Grilo, aquele do Auto da Compadecida. Todos esses causos eu ouvia quando criança no embalo da rede ou quando o velho tio, na fazenda onde eu passava minhas férias, reunia todo mundo na boca da noite. Tudo aquilo me fazia esquecer completamente a televisão e o vídeo-game.

Porém nada era tão fascinante quanto o mundo da pistolagem, os contos da vida marginal. Os pistoleiros no nordeste de nada têm em comum com os antigos cangaceiros, talvez o glamour de uma vida envolta do respeito e admiração popular, mas é certo que assim como o cangaço a pistolagem é um sacerdócio.

Idelfonso Maia Cunha, o Mainha era um desses mitos que gostávamos de “encenar” quando brincávamos de polícia e ladrão. Ouvi diversas histórias desse sujeito, todas com um ar de plena certeza por parte do narrador. Certa vez, quando eu já estava na faculdade, uma colega que morava na região onde Mainha vivia contou que em uma viajem de ônibus teve a oportunidade de sentar ao seu lado e ficou completamente apaixonada por ele dado a sua gentileza e simpatia.

Outro colega, que por ventura também era conterrâneo de Mainha, contava de sua astuciaria e inteligência em estudar os hábitos daqueles a ele encomendado, uma pessoa meticulosa e detalhista que fazia jus a sua fama do alto de toda “honra” que se atribuía a um pistoleiro.

Temido e respeitado, eram atribuídos na conta do pistoleiro cerca de 90 encontros que este teria providenciado junto ao criador, provavelmente mais folclore em torno de homem que viveu eternamente um personagem criado pelo inconsciente coletivo do povo nordestino.

Mainha nos deixou na manhã do dia 5 de janeiro de 2010, como bem intitulado em um diário de grande circulação de Fortaleza, o mito caiu feito suas vítimas, com um tiro na cabeça.

Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre” (Ariano Suassuna)

Cresci ouvindo histórias que pistoleiros eram homens maus e matavam qualquer um que sonhasse em apenas olhar torto para eles. E vinha logo o semblante de um cara grande, vestido de preto, usando óculos escuros e com vários cordões de ouro no pescoço com suas armas também banhadas a ouro.

Mas não eram monstros como nossos pais pintavam para nós e também estavam longe de ser monges. Pessoas normais assim como eu e você com a única diferença que são capazes de tirar a vida de outra pessoa por muitos trocados. Discretos como somente um pistoleiro sabe ser passam despercebido no meio do povo, ao seu lado como um sujeito comum.

Todas essas histórias povoavam meu imaginário até hoje.

 

*Título copiado da edição do Jornal O Povo

Censura

A música versus a censura durante o regime de exceção no Brasil

Por: Eduardo Duarte, Jéssica Buchmeier e Karen Aiache. *

Censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, sejam essas jornalísticas, cientificas, políticas ou artísticas. O propósito é a manutenção do status quo, é o instrumento do Estado para o controle da sociedade, impede a liberdade de expressão criminalizando ações de comunicação.

No Brasil a censura oficialmente existiu durante todo o período colonial. Em 1934 foi decretada a censura por Getúlio Vargas, mas seu período marcante foi durante a ditadura de 1964 com a criação da Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP) que ganhou força ainda depois da entrada em vigor do AI-5.

O órgão chegou a examinar sessenta mil músicas e tinha sede em Brasília. Artistas das mais variadas vertentes tiveram seus trabalhos vetados como Chico Buarque, Belchior, Gilberto Gil, Zé Rodrix, Vinicius de Morares, Paulo Coelho, Caetano Veloso, Raul Seixas, Odair José, Geraldo Vandré, entre outros. Insatisfeitos com a repressão dos militares, compositores disseminaram suas críticas por meio de letras que se tornaram a trilha sonora da ditadura no Brasil.

Juan Trasmonte, agitador cultural, no artigo Afasta de mim esse cálice afirma que Raul Seixas teve 35 músicas censuradas e chegava a inventar palavras para driblar a censura. A letra original de Óculos Escuros do hoje consagrado escritor Paulo Coelho foi rejeitada por ser considerada “veiculo de mensagem subversiva”. Transmonte ainda lembra que o então popularíssimo Odair José teve diversas canções questionadas, entre elas Pare de Tomar a Pílula, o problema com ele não era o engajamento político, mas as letras que atentavam “contra a moral e os bons costumes”.

Outro caso emblemático foi o do cantor romântico Waldick Soriano, que em 74 teve um dos seus maiores sucessos censurado pelo regime de exceção, Tortura de Amor, simplesmente porque era proibido pronunciar a palavra Tortura. Em 2005, o jornalista e historiador Paulo César de Araújo publicou o livro “Eu não sou cachorro, não – Música popular cafona e ditadura militar” (Editora Record).

Algumas letras eram politicamente engajadas como Pra não dizer que não falei das flores de Geraldo Vandré, a música se tornou o hino da juventude que resistia a ditadura, É Proibido Proibir de Caetano Veloso um protesto explicito contra censura, e a Canção da Despedida de Geraldo Azevedo quando dizia “Já vou embora, mas sei que vou voltar, amor não chora, se eu volto é pra ficar” cantava aos artistas que eram deportados como Caetano Veloso e Gilberto Gil que foram obrigados a viver no exílio.

“Eu não tive problemas com a censura. A censura é que teve problemas comigo. Censuraram uma série de canções minhas como, por exemplo, a canção do operário de obra, a canção dos prisioneiros e outras canções que lidavam com assuntos limítrofes”, explica as proibições que enfrentou durante o regime militar José Rodrigues Trindade, o Zé Rodrix, artista crítico e de espírito naturalmente questionador em entrevista para o site Censura Musical.

No Brasil, lutava-se contra a ditadura militar. O golpe de 64, teve Castelo Branco como o primeiro de uma série de presidentes ditatoriais.

Enquanto Roberto Carlos e a Jovem Guarda tocavam ingênuas canções nas tardes de domingo, parte dos artistas fazia parte da resistência ao regime de uma maneira autônoma, fragmentada.

O lema “é proibido proibir” que, para os jovens franceses era um princípio de rebeldia nos protestos contra o conservadorismo e a favor da liberdade, espalhou-se pelo mundo e motivou os jovens no Brasil. A contracultura inaugurada pelos hippies norte-americanos, soava no Brasil como pura alienação. Mesmo assim, afrontava a ditadura.

Composta por Caetano Veloso, É proibido proibir ficará como um marco de coragem, apesar de todo o ritual de proibições. A concepção inovadora criou polêmica e dividiu a sociedade. Mesmo assim, abriu novos caminhos para o seu próprio desenvolvimento. O elemento alegórico e a ironia estão sempre presentes.

Além de estar criticamente atenta à interpretação cultural da contemporaneidade, como produto dos veículos de comunicação de massa a letra discorre sobre esses elementos.

Cálice” é uma das músicas mais panfletárias de Chico Buarque e em todos os versos são metáforas usadas para contar o drama da tortura no Brasil no período da ditadura militar. Faz uma analogia entre a Paixão de Cristo e o sofrimento vivido pela população aterrorizada com o regime autoritário. A ambiguidade da palavra “cálice” em relação ao imperativo “cale-se”, remete à atuação da censura.

“Para não dizer que não falei das flores”, é um apelo por mudanças. Às aspirações do povo que vivia um regime de opressão e instabilidade econômica, social e política. Traz no seu bojo toda a força, inconformidade e chamado de luta e de mudança, características próprias da juventude. Fala em união, igualdade, integração e abordam os problemas sociais da época, a pobreza, a reforma agrária, a vida dos soldados nos quartéis, a inutilidade das guerras conclamando a todos para uma ação conjunta de mudanças, sem demora.

Não é possível dizer que a censura acabou com a redemocratização do país durante os anos 80, talvez o órgão oficial tenha sido extinto e oficialmente a censura esteja banida, mas o Estado encontra outras formas de praticar a censura, usando de subterfúgios o Poder Judiciário para reprimir formas de expressão. A prática de um possível controle social da imprensa vem de encontro plena liberdade de expressão, preceitos básicos para uma sociedade livre e democrática.

O site Censura Nunca Mais sempre alerta as tentativas de censura no Brasil, denuncia constantemente quando os veículos são censurados pelo judiciário como o caso do jornal Estadão que no último dia 31 de julho foi colocado sob censura, e questiona: “mesmo depois de tudo o que passamos, de tudo o que aprendemos na nossa história, a censura está de volta. A pergunta é: o que virá depois da censura do Estadão? A censura de outros jornais? Da TV? Dos nossos Blogs? Twitter? Não, não podemos deixar isto acontecer.”

* Acadêmicos de Comunicação Social/ Jornalismo da Universidade Federal do Acre

All Star 80

O CD virou DVD, a música é MP3 e até mesmo o computador, está nos cyber cafés, a carta é e-mail, e o bilhete, mensagem SMS, a biblioteca agora é internet. Bem vindo ao ano 2000! Quem nunca sentiu saudade, que atire o primeiro bolachão. Você sabe o que é um bolachão? Então você tem mais de 30 anos, ou deve estar bem perto.

Sentir saudade é bom. Fica melhor quando o assunto é música, aquela baladinha que lhe traz o flash do primeiro beijo, o rock que embalou o primeiro porre, a primeira noite fora de casa, os primeiros ideais revolucionários, mesmo que a revolução fosse apenas sair de casa para uma festinha até mais tarde.

Nos anos 80 o contexto econômico político mudou. A hiperinflação associada à transição democrática foi pano de fundo para figuras como Renato Russo, Cazuza, Herbet Viana e tantos outros recriaram o cenário do rock nacional, e são referências até hoje, com refrões que são autênticas palavras de ordem. Um deles: “Que país é esse!”.

Fico com saudade quando ouço hoje no barzinho a voz e o violão cantar, que nossos sonhos foram todos vendidos, mas que ainda temos todo tempo do mundo. “Eu devia estar contente, mas confesso abestalhado que estou decepcionado”. De quebra a angústia de saber que ainda não sabemos escolher presidente e que a vida é a arte de viver da fé.

Não que falte coragem para a moçada de hoje (talvez até falte…). Mas velhos como eu gostam de viver de recordações, voltar no tempo, achar que ainda tem 18 anos e vai salvar o mundo de novo, mas…, “quem roubou nossa coragem”? Los Hermanos é muito bom, mas a Legião Urbana sempre será a melhor.

ETC Brasil – Twitter, Literatura e Leitura

Dia 27/02 está marcado o primeiro ETC Brasil do ano, com o tema Twitter: Literatura e leitura. Em Rio Branco o evento terá início à 15:30 (horário local) e terá como debatedores o professor de comunicação da UNIPAMPA Marcos Bonito (@marcobonito), o acadêmico de T.I Kennedy Lucas (@kennedylucas), o Twitter Institucional do @Acrerock, que é gerenciado por Alex Lima, o publicitário André Garcia (@andre_bgarcia), as jornalistas Nayanne Santana (@NannySantana) e Lamlid Nobre (@lamlid), o debate será mediado por Samuel Bryan (@samuelbryan) e relatados por mim (@eduarte_) e o webdesigner Adaildo Neto (@adaildoneto)

O ETC é o Encontro de Tuiteiros Culturais, um grupo de pessoas que tuita e que estão de alguma forma ligados e empenhados em promover a cultura. Esse evento ocorre no formato de um debate no estilo Twitter de ser. Em uma mesa sentam alguns debatedores convidados com mediador e um tema para nortear, todos são convidados a participar, pode ser em uma platéia nos locais do evento ou pelo Twitter. Enquanto o debate vai rolando na mesa os Twitteiros Oficiais, ou Escribas, vão fazendo a ata virtual da reunião em 140 caracteres, para que os demais participantes on-line possam interagir no debate.

É importante destacar que os encontros não são técnicos, portanto não tem o objetivo de ensinar a usar o Twitter (clique aqui para um manual básico), mas como melhor usar Twitter, principalmente no eixo cultural. Quem quiser participar é necessário seguir o @ETC_Acre, @ETC_Brasil ou os demais @ETC´s da sua cidade ou Estado, hoje o ETC está presente em 12 cidades de 11 estados. Porém, mais importante que seguir os Twetes dos ETC´s é acompanhar o debate pela etiqueta (tag) do #ETC_BR. Hashtag, ou tag, é a ferramenta do Twitter que serve para identificar um assunto no twitter (para saber mais sobre hastag clique aqui). No Dia 27/02 durante o ETC_Brasil será usada a tag #ETC_BR.

Então, acrescente uma coluna com a pesquisa (search) #ETC_BR no TweetDeck ou no Twitter via web e acompanhe o que está sendo dito sobre o ETC Brasil e interaja

SRN!!!

Sem camisinha não dá!

vi lá no www.tiaovitor.com (@tiaovitor)

Tortura para sempre

Há pouco mais de um ano ele nos deixou, mas não ficamos órfãos porque seu talento ficou imortalizado em sua obra. Eurípedes Waldick Soriano nasceu em Caetité, interior da Bahia, em  13 de maio de 1933. Cantor, compositor de músicas românticas hoje classificadas como brega, ocupou sempre um status de marginal dentro do estilo romântico.

Em 1950 Waldick Soriano passou a se tornar conhecido com a música “Quem és tu”, ao longo de sua carreira gravou mais de 30 discos e tem sucessos inesquecíveis como: Eu não sou cachorro não, Torturas de Amor, Perfume de Gardênia, Todo Homem Chora.

Em 1974 Waldick Soriano teve um dos seus maiores sucessos censurado pelo regime de exceção, “Tortura de Amor”, simplesmente porque era proibido pronunciar a palavra Tortura. Por conta da censura sofrida durante a ditadura militar, em 2005, o jornalista e historiador Paulo César de Araújo publicou o livro “Eu não sou cachorro, não – Música popular cafona e ditadura militar” (Editora Record).

A obra de Waldick permeia todas as classes sociais do Brasil e o cantor tornou-se o símbolo desse estilo romântico rasgado, alcunhado de brega.

Em 4 de setembro de 2008, no Rio de Janeiro o cantor faleceu, vítima de câncer, mas em 2007 teve o prazer de ver sua vida retratada no documentário “Sempre no Meu Coração” de Patrícia Pillar.

Fonte: Arquivo pessoal, Wikipédia, YouTube

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