15 minutos, depois descanse em paz
18/02/2010 Deixe um comentário
Em tempos de Realitys Shows, surgiu o mito dos 15 minutos de fama. O viés aponta para uma tendência de que um dia, a maioria, nunca terá seu lugar ao sol, condenada a vala comum das celebridades: o ostracismo.
Eu já tive os meus 15 segundinhos, afinal já subi num palco, fui entrevistado para um grande jornal de circulação (regional) e à pouco tempo em uma revista nacional.
Mas o apogeu aconteceu a uns anos atrás, quando o Governo da Floresta promoveu um de seus mega eventos, o Show All Star 80, que trazia os grandes nomes do Rock Nacional dos anos 80 a muito esquecidos, empoeirados e mofando no ostracismo, ao estilo “por onde anda”. Tais “nomes” de grandes não tinham nada. Eram Richie, Léo Jaime, o ex Abóbora Selvagem Leoni, e o ex Blitz Evandro Mesquita, a partir daí já deu pra sentir o nível do show, mas como em Rio Branco raramente acontece alguma lá fomos nós na companhia de alguns amigos.
A totalidade do público quase fica restrita a minha pessoa, alguns amigos, outros gatos pingados (um pouco mais que um jogo do Botafogo) e o Generalato da tropa de choque do Governo da Floresta.
No fundo o show foi até “bonzin” com aquelas baladinhas mela-cueca dos anos 80, aqueles rock no sense, até a entrada do Sr. Leo Jaime no auge de sua forma (redonda) e dotado da pouca altura que Deus lhe deu.
Na entrada eu já cutuquei um amigo e falei:
- “Num tá a cara do Maradona?”.
Foi o suficiente para ficarmos aos berros gritando por “Maradooonnaaa”.
Só que na pausa entre uma música e outra o infeliz escutou e fez aquele gesto obsceno agarrando firmemente os testículos, balançando e bradando com indignação
- “Maradona é o Caralho!” (sic)
A turma toda que tava comigo comemorou aquilo como se fosse um gol (de placa). Foi o suficiente para respirar fundo e dizer: Fiquei famoso!
SRN!!!







