Estudo dos Problemas Acrianos
14/07/2009 Deixe um comentário
De Janeiro a Março, Rio Branco viveu uma das maiores epidemias de dengue e quase nada se falou na imprensa. A Secretaria de Saúde parecia o Ministro da Saúde quando hoje fala da gripe A, “esta tudo sob controle”, quando na verdade todos os dias registravam-se mais de 200 casos.
Lamentávelmente houveram óbitos por conta de dengue homorrágica além de um número absurdo de casos. Há indicadores simples que a população podia acompanhar sem precisar usar os recursos da estatística oficial, bastava passar em frente ao Pronto Socorro e ver as filas imensas que se formavam na porta e nos postos de saúde, no trabalho dois colegas faltaram mais de uma semana e o fumacê infelizmente só entra em campo quando a situação tá feia.
Na Bolívia o H1N1 está fora de controle, e o Acre é porta direta de entrada para aquele país. Sem falar na crise institucional que se abala no Senado Federal, evidenciando o quão inchada está aquela casa. Ainda tem a CPI da Pedofilia que caminha a passos de tartaruga na ALEAC e outras CPI´s que queimam na fogueira das vaidades em todas as casas legislativas desse país. Tudo isso acontecendo e a BFA (Bancada Federal Acriana) dando milho aos pombos, basflemando até a Bíblia no intuito de continuar a ser “acreano” e não “acriano”. Vamos ter paciência, vamos ter bom senso, vamos ter noção, vamos deixar a demência de lado e nos preocupar com a população que morre nas filas do pronto socorro, nas filas da fundação hospitalar e dos postos de saúde.
Rio Branco hoje tem uma média de 8 assaltos por dia, quem lê isso e não é daqui acha que Rio Branco é uma cidade tranquila, o lugar ideal para se viver, mas vale lembrar que até ano passado a média de homícidos era de 3 a 4 por mês, hoje temos isso por semana, e à medida que a coisa vai teremos isso por dia. A escalada da violência é assustora e sensível a população, nos noticiários sensacionalistas não é preciso mais espremer para sair sangue, basta ligar a TV. Mas a bancada federal está preocupada com um “i” no lugar de um “e” em nome da tradição, da cultural e dos bons costumes.
O acriano é um povo que lutou para ser brasileiro e tem dentro de si um sentimento muito grande de territorialidade, isso é inegável. O que também é inegável é ver determinados setores se apropriando desse sentimento e desviar o foco da população acriana dos seus verdadeiros problemas. Como diria um professor da faculdade: Foco meu povo! Foco!
SRN!!!







